quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

ARTISTA DO MÊS: ELIS REGINA!




 Em discussão sobre MPB certa vez com um colega, ele me fez a seguinte observação:

"Aposto que se Elis fosse viva, ela teria embregado na carreira pra se tornar mais popular. Teria "Michael Sullivanado" igual à Gal!"

Lógico que discordei. Discordei por afetividade mesmo. Posso até estar enganado, mas meu lado admirador e fã incondicional de Elis Regina jamais imaginaria que ela se venderia. na contramão de minha tese de defesa, vão as declarações da própria, ao gravar "Romaria", sobre o preconceito que as pessoas tinham por ela ter feito uma gravação tão popular. Logo ela, tão "elite" e refinada...ocorre que Elis Regina transpõe no que grava uma plenitude tamanha que se assemelha a uma oração. Revendo meus conceitos no referido debate musical, hoje penso que, mesmo se tivesse se popularizado mais nos dias de hoje, faria com uma dignidade tão grande que deixaria no chinelo tantas outras que se perderam no meio de campo de suas carreiras (Fafá, Simone, a própria Gal...).

Elis é Elis. Sem mais...


O EnTHulho Musical orgulhosamente apresenta a nova artista do mês, em data extremamente propícia: 30 anos após sua morte!




BIOGRAFIA RESUMIDA


Para muitos, Elis foi a maior cantora brasileira de todos os tempos. Incomparável em técnica e garra, a "Pimentinha", o "Furacão Elis", como era chamada, lançou compositores como João Bosco e Aldir Blanc, Renato Teixeira, Fátima Guedes. A primogênita do casal Romeu Costa e Ercy Carvalho Costa foi a primeira pessoa a inscrever sua voz como instrumento na Ordem dos Músicos.

Em 1956, passou a integrar o elenco fixo do programa, Clube do Guri, da Rádio Farroupilha de Porto Alegre. Em 1959, assinou seu primeiro contrato profissional com a Rádio Gaúcha também de sua cidade natal.

Em 1965, venceu o 1º. Festival Nacional de Música Popular Brasileira (TV Excelsior) com "Arrastão" (Edu Lobo e Vinícius de Morais). Dois dias depois, estreou no Teatro Paramount (SP) o show "Elis, Jair e Jongo Trio", que, gravado ao vivo, se tornou o LP "Dois na Bossa". Com sucesso do disco, ela e Jair Rodrigues estrelaram o histórico programa semanal "O Fino da Bossa".

O programa saiu do ar em junho de 1967, porém, Elis continuou ao lado de Jair Rodrigues nos três programas da série "Frente Única - Noite da MPB" (TV Record). Em dezembro, aos 22 de idade, casou-se com Ronaldo Bôscoli, 16 anos mais velho. Logo, nasceu seu primeiro filho, João Marcelo.

O casamento terminou em 1972 e, em 1974, casou-se com o pianista César Camargo Mariano. Viveu em São Paulo, onde nasceram: Pedro, em 1975; e Maria Rita, em 1977. Em 1981, separou-se de César.

Sua carreira internacional ficou mais importante a partir de 1968, quando cantou nas TVs inglesa, holandesa, belga, suíça e sueca. De volta à TV Record, em 1969, fez a série de programas "Elis Studio", dirigida por Miéle e Bôscoli. Em maio, viajou para Londres, onde gravou um LP com o maestro inglês Peter Knight. Em junho, na Suécia, gravou um LP com o gaitista Toots Thielemans.

"Elis & Tom", disco com Tom Jobim, saiu em 1974. Na inauguração do Teatro Bandeirantes (SP), cantou ao lado de Chico Buarque, Maria Bethânia, Tim Maia e Rita Lee. No ano seguinte, lançou "Falso Brilhante", em disco e nos palcos, show que assistido por 280 mil pessoas.

Pela TV Bandeirantes, em 1979, demonstrou a sua intimidade com São Paulo em um programa no qual passeava pela cidade com Adoniran Barbosa e visitava Rita Lee. E participou do Show de Maio, com renda revertida para o fundo de greve dos metalúrgicos de São Paulo, no estúdio da Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, para 5 mil pessoas.

Naquele ano, gravou "O Bêbado e a Equilibrista", imediatamente apelidado de "Hino da Anistia". No 13º Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, foi aplaudida por 11 minutos. Para agradecer a platéia, fez uma jam session com Hermeto Pascoal.

Em 1980, o show "Saudade do Brasil" reuniu no palco 24 músicos e bailarinos. No ano seguinte, fez o espetáculo "Trem Azul", com cenário de Elifas Andreato. Teve morte repentina, em 19 de janeiro de 1982. Foi velada no Teatro Bandeirantes, e vestia a camiseta proibida pela ditadura militar no show "Saudade do Brasil": a bandeira brasileira, com seu nome escrito no lugar de "Ordem e Progresso".





ENTREVISTA PARA A REVISTA MANCHETE (Início de 1981)


Dizem que o Fábio Jr. veio com você nesta viagem a Los Angeles, e que ele também está incluído nos planos de Wayne Shorter. É isso ou há mais coisa?

Elis – Não é nada disso

Mas você conhece o Fábio?

Elis – Conheci. Mas nem sei se ele está nos Estados Unidos

Como surgiu a idéia de gravar com Wayne Shorter?

Elis – Surgiu quando eu estava no Japão. Ele então me convidou para fazermos um disco juntos., mas não pensei que isso acontecesse tão de repente assim. No Natal, liguei para Wayne desejando-lhe felicidades e ele me disse para pegar o primeiro vôo e vir para Los Angeles. E aqui estou, na casa dele. E também passei um bom fim de semana e Nova York

É a primeira vez que vem aos Estados Unidos?

Elis - É. Eu e Wayne devemos ir ao Brasil em fevereiro, a fim de fazermos a pré-produção. Em março, estaremos gravando. Em abril, a gente volta para Los Angeles para os aparatos finais: capa, mixagem, essas coisas todas.

O disco será em inglês ou português?

Elis – A gente ainda não sabe direito. Wayne campôs muitas canções, ainda sem letras. No momento é isso que estamos discutindo e planejando.

Wayne compôs especialmente para você?

Elis – Foi. São músicas lindíssimas. Estou muito emocionada, tanta coisa começou a acontecer ao mesmo tempo...Tenho certeza que agora minha vida vai mudar. Estou pulando inteirinha. Vibrando.

Mas antes você afirmou que não queria mais compromisso com nada...

Elis – Quero dizer, apenas estou livre, leve e solta...na vida. Vou morar no centro de São Paulo., de novo. Já tenho um pequeno apartamento no Rio, devo alugar outro em São Paulo e mais um em Nova York.

Você deve saber que em Nova York a colônia brasileira é pequena e a fofoca não deixa de existir. Lembra-se do caso de Roberto Carlos?

Elis – Pois é. Mas no Brasil a mesma coisa está acontecendo comigo. Eu fico tranqüila, sob controle. Ninguém vai fazer da minha vida uma novela. Não vou sair da minha estrada por causa de fofocas. Sabe, quem paga minhas contas sou eu. (...) Alguma coisa está mudando em minha vida. Mas ainda nãos ei para onde vou. Sei apenas que não sou mais a mesma pessoa.

Saberia definir essa nova pessoa?

Elis – Não sei para onde ela está indo. Tudo leva a crer que será uma pessoa legal.

É uma espécie de renascimento seu?

Elis – Não. Starting over...just like starting over, como dizia Lennon. Sei apenas que estou na metade do caminho, há ainda uma porção de coisa a ser feita. Eu me soneguei muito. Agora apareceu, está na minha frente e eu preciso domar o bicho. Tenho de domar a fera. Olha, viver é a melhor coisa do mundo...É ótimo!




JÁ ABAIXO, PRA QUEM É HIPER FÃ DE VÍDEOS, DUAS DAS QUE CONSIDERO MELHORES ENTREVISTAS DE ELIS, PARA O PROGRAMA ENSAIO




DISCOGRAFIA

 1961 - Viva a Brotolândia
 1962 - Poema de Amor
 1963 - Elis Regina
 1963 - O Bem do Amor
 1965 - Samba - Eu Canto Assim
 1966 - Elis
 1969 - Elis - Como e Porque
 1970 - Em Pleno Verão
 1971 - Ela
 1972 - Elis
 1973 - Elis
 1974 - Elis & Tom (com Antônio Carlos Jobim)
 1974 - Elis
 1976 - Falso Brilhante
 1977 - Elis
 1979 - Essa Mulher
 1980 - Saudade do Brasil
 1980 - Elis






"Minha música sai natural e espontânea. Eu faço cara feia, sou exagerada nos gestos? E eu com isso? É um problema de quem o acha. Eu sinto as coisas assim e eu simplesmente recorro a isso tudo porque às vezes a palavra não é suficiente para demonstrar as pessoas tudo que se quer dizer, não tem força para isso. O gesto é meu, o repertório quem escolhe ou eu, as letras, as músicas e tudo mais também refletem muito de mim.Música para mim é a única razão de ser, minha vida gira toda em função dela.
(…)
 
O público é um negócio tão bacana, espera algo da gente, com olhos de pidão, eu  nada mais posso fazer além de procurar satisfazê-lo. Meu carinho é tão grande, que não posso definir. Sinto-o apenas. E só posso dizer: muito obrigada e até a volta em março. Prometo tudo de mim."


CARTOMANTE
Ivan Lins. Vitor Martins


Nos dias de hoje
É bom que se proteja
Ofereça a face a quem quer que seja

Nos dias de hoje esteja tranquilo
Haja o que houver pense nos seus filhos
Não ande nos bares esqueça os amigos
Não pare nas praças não corra perigo
Não fale do medo que temos da vida
Não Ponha o dedo na nossa ferida... Ah...

Nos dias de hoje
Não lhes dê motivo
Porque na verdade
Eu te quero vivo

Tenha paciencia
Deus está contigo
Deus está conosco
Até o pescoço

Já está escrito
Já está previsto
Por todas videntes
Pelas cartomantes

Está tudo nas cartas
Em todas as estrelas
No jogo dos Buzios
E nas profecias... ah...

Cai, o Rei de espadas
Cai, o Rei de ouros
Cai, o Rei de paus
Cai, não fica nada!!
Cai, o Rei de espadas
Cai, o Rei de ouros
Cai, o Rei de paus
Cai, não fica nada!!Cai, o Rei de espadas
Cai, o Rei de ouros
Cai, o Rei de paus
Cai, não fica nada!!Cai, o Rei de espadas
Cai, o Rei de ouros
Cai, o Rei de paus
Cai, não fica nada!!Cai, o Rei de espadas
Cai, o Rei de ouros
Cai, o Rei de paus
Cai, não fica nada!!Cai, o Rei de espadas
Cai, o Rei de ouros
Cai, o Rei de paus
Cai, não fica nada...





quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

DESTRUINDO NO BOM SENTIDO!


Primeiríssimo sucesso de Cássia Eller, em 1990. A cantora, femininíssima, destrói positivamente um dos maiores sucessos da Legião Urbana. Vale a pena relembrar, aqui, no nosso espacinho!


LEVE O MUNDO QUE EU VOU JÁ!

CássiaEller representava com propriedade algo curioso no universo da música brasileira. Surgida em plena década de 90, ela quebrava os paradigmas da boa-mocice careta que a década de 80 tinha imposto aos cantores de "MPB". Tirando o rock nacional, a ousadia de cantores-solo tinha se esvaído, e a lacuna dessa necessidade havia de ser preenchida. 
Eu não considero Cássia uma cantora de rock. Possuía atitude estereotipada, peitão à mostra, palavrão e carão, porém muitos roqueiros torciam a cara pra ela, pois agradava em cheio os consumidores de MPB cult, em primeiro lugar. Como eu sou e continuarei contrário a rótulos, nós não perdemos uma roqueira ou uma cantora de MPB. Perdemos uma diva, uma dama da música tupiniquim, que encontrou com dificuldade o sucesso e quando o alcançou, morreu no auge. E ousava. Ousava como ninguém. Não tinha rabo preso com gravadoras, preferindo sempre interpretar aquilo que acreditava ao invés de rápidos sucessos comerciais. Não chocava gratuitamente - sua postura às vezes agressiva tinha como único condão mascarar artisticamente sua timidez, tão conhecida por gente que a tinha "de perto". Tê-la de perto...fico a imaginar quão sortudos foram aqueles que conseguiam ter Cássia de pertinho, pois nas entrevistas e extras de DVDS, sempre tive a impressão de que era uma pessoa sensível e culta, contrariando as opiniões discordantes que insistem em analisá-la superfluamente, baseadas nas caras e bocas com as quais se apresentava publicamente.
Cássia entrou na minha vida em 1994, quando ouvi sua potente versão de "Partners", na trilha sonora da novela Pátria Minha. Pouco tempo depois, fiquei pasmo ao ver alguém destruindo - no bom sentido - a música "Por Enquanto", do Legião Urbana (que fechava com chave de ouro o primeiro disco da banda, e era uma de minhas preferidas). A versão da Cássia absteve-se de qualquer regra musical ou rigor formal - começava com um sonoro "I've got a feelling, a feelling deep inside, oh yeah, oh yeah" - dos Beatles. Pensava: "como pode estar tão rica sendo tão irregular?". A resposta estava na voz. A voz de Cássia era única na música brasileira. Daquelas inconfundíveis, inimitáveis. Trovejava quando necessário e emocionava quando quase sussurrava. Rouquinha. Indefectível...às vezes delimitava mais o tom do que os acordeons, violões, violinos...era a maestra absoluta. 
Toca conhecer sua carreira nos pormenores. A fase Cazuza - a que menos prefiro - representa ainda assim a ousadia branca de uma cantora que queria porque queria homenagear seu ídolo. Suas maiores joias - "Com Você, Meu Mundo Ficaria Completo" (1999) e o póstumo "10 de Dezembro" (2002), mostram uma intérprete madura, fascinante e, porque não dizer, áspera. Já figurava fácil dentre minhas favoritas. 

29 de Dezembro de 2001. O disco do ano era inevitavelmente o Acústico MTV Cássia Eller, o melhor da série de acústicos da emissora, na minha opinião. De Riachão a Nação Zumbi, Cássia conseguia mostrar uma faceta mais light da demonstrada nos discos anteriores, e ganhou público e crítica. E eu estava justamente ouvindo sua versão de "Luz do Sol" quando recebo a ligação de um amigo: "ela se foi". Parecia um parente próximo, parecia um conhecido. Era mais que isso. Uma confidente que, com suas interpretações, preenchia não apenas um vazio na música brasileira na época, mas em meu coração.
Vieram as homenagens póstumas oportunistas, os "fãs de início de carreira inveterados, os cults que torciam antes a cara que se renderam a seu fascínio, os inúmeros hits antes ignorados estourando nas rádios...e também os que falaram mal e maldiziam usuários de drogas, até achando que o acontecido tinha sido "bem feito" e por obra de Deus. Alheio a tudo isso, só me entristecia com a falta de minha tão antiga correspondente, lamentando que trilharia hoje, certamente, uma carreira rica e cada vez mais competente....Agora mesmo, sinto uma angústia profunda, inexplicável. 

Inesquecível. Always...


THIAGO HENRICK




Eu poderia ser um padre ou um dentista
Um arquiteto, um deputado ou jornalista
Eu poderia ser ator e me dar bem
Ser um poeta que escreve versos como ninguém
Eu poderia ser um general da banda
Uma modelo, um herói da propaganda
Eu poderia ser escravo do trabalho
Ser um banqueiro, um estilista do baralho


E não há nenhuma outra hipótese
Que eu não considere, mas
O que eu queria mesmo ser
É a Cássia Eller


Eu poderia ser um mágico ilusionista
Um domador, um gigolô, um psicanalista
Eu poderia ser um campeão de golfe
De luta-livre, de xadrez e do que quer que fosse
Eu poderia ser um escritor da moda
De quem se fala muito mal (e ele nem se incomoda)
Eu poderia ser um alto funcionário
Um balconista ou um bandido sangüinário


E não há nenhuma outra hipótese
Que eu não considere, mas
O que eu queria mesmo ser
É a Cássia Eller


Eu poderia ser um físico nuclear
Um astronauta, um explorador do mar
Eu poderia ser um rei do futebol
Um vagabundo ou um professor de "scol"
Eu poderia ser um grande cineasta
Um detetive e ter segredos numa pasta
Eu poderia ser um monge do Nepal
Um jardineiro, um marinheiro, etc e tal


E não há nenhuma outra hipótese
Que eu não considere, mas
O que eu queria mesmo ser
É a Cássia Eller



[PÉRICLES CAVALCANTI]




Abaixo, o super texto de meu querido Jardel Ther, dono do melhor blogue sobre a cantora, o Cássia Eller Relicário!



domingo, 27 de novembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

ENTHULHO NEWS # 02 - NOV/11



SURUBA MUSICAL EM DVD!

Rodrigo Faour idealizou o evento "Sexo MPB, o show" (Centro Cultural Carioca, no Rio de Janeiro - Setembro de 2010) e resolveu eternizá-lo em DVD, confeccionado neste Novembro de 2011. O resultado soou controverso. Críticos como Mauro Ferreira (do ótimo blogue Notas Musicais) não se entusiasmaram tanto, porém muitos aprovaram e, quem assiste o DVD, percebe que, por mais percalços que possam haver (falta de sintonia, kitsch, dificuldade em conciliar tanta gente numa noite, e de estilos tão diferentes!), todos estavam lá pra fazer música, felizes e satisfeitos. Claro - os egos estavam satisfeitíssimos com tanta entrega de prêmio! Mas vale a pena dar uma conferida no DVD muito bem acabado. Participações de Alcione, Fernanda Abreu, Fátima Guedes, Márcia Castro, Toni Garrido e Frenéticas!


DICA DE SHOW:  LULU CARLOS!

Lulu Santos é considerado o rei do pop brazuca. E quando o rei canta...o rei? O cantor homenageia Roberto Carlos num show especialíssimo, onde dá sua "cara" para hits de outrora do rei. Dele e do Tremendão, diga-se de passagem. O espetáculo aconteceu no Via Funchal, SP, no dia 23. Não há informações de que ele prossiga com a apresentação, porém deveria, pois Lulu tem mesmo essa coisa magnética de liderar um evento sendo ovacionado e cantado em uníssono pelo público em massa. Todo país tem seu Paul McCartney! OBS.: Plateia Seletíssima e chiquérrima!

IVETE NO "POSSO CONTAR CONTIGO"

O excelente blog multifacetado "Posso Contar Contigo", liderado por Isaac Abda e contando com inúmeros co-autores talentosos e queridos entrevistou, agora em Novembro, a multimídia Ivete Sangalo, que, como não poderia deixar de ser, exibiu carisma e sinceridade nas respostas. A entrevista contou ainda com a participação deste que vos fala, colocando Ivetão na berlinda com algumas perguntinhas...vale a pena conferir. É só clicar aqui!

LANÇAMENTOS EMEPEBÊ-TICOS!

Jorge Vercilo vive um momento intimista ao extremo desde que lançou seu novo disco, "Como Diria Blavatsky", cujo título homenageia uma escritoria russa do século XIX, Helena Blavatsky. Ovacionado por muitos, incompreendido por tantos, o subjetivismo é inerente à MPB, porém quando se exagera...dá imprecisão! Mas a sonoridade já conhecida (e imutável) do cantor agradará quem não espera novidade. Mais arretada, Roberta Sá lança sua nova música, a deliciosa "Pavilhão de Espelhos", composta por Lula Queiroga, e anuncia que seu próximo disco sai em Janeiro de 2010, pela Natura Music. É de se esperar coisa boa!

"ISSO É PRAGA"

Ganhou destaque na mídia o fato de Maria Bethânia errar a letra de "Baioque", de Chico Buarque, mais de uma vez num show. Foi destaque justamente pois a memória da elegante cantora sempre foi tão impecável quanto sua voz...ao declamar poemas e cantar letras quilométricas, em todas essas décadas de carreira, é de se espantar e pensar em "praga" - como divertidamente afirmou a cantora, mesmo.


2011: O ANO DUNCAN!

30 anos de carreira de aspereza e profundidade musical. Comemorados com inúmeros projetos e um grande reconhecimento, mediante shows lotados e elogios de toda sorte da crítica especializada, de colegas musicais e dos fãs. 2011 fez ZD se destacar mais ainda pela quantidade de projetos que a moça se aventurou: o registro fidelíssimo em DVD da turnê PELO SABOR DO GESTO- EM CENA, também lançado em CD, o espetáculo no qual ela canta hits de Rita Lee, dando sua cara pra eles e, sobretudo, por sua estreia como atriz-musical, interpretando as letras de Luiz Tatit no palco ao lado de seus músicos. "TÔ TATIANDO" teve inúmeros elogios e deu uma nova dimensão às comemorações da carreira de Ms. Duncan. Eu Dunco, tu Duncas, Nós Duncamos!

MARISA - POLÊMICAS AOS MONTES!

Ok. Agora vou cumprir a tão anunciada resenha sobre o novo disco de Marisa Monte, depois de ouvir coisas de toda sorte a respeito, positivas, negativas (a Veja simplesmente ESCRACHOU a pobre!), consegui manter-me firme à minha primeira impressão.
É um disco popular, apaixonado e simples. Brega? pode até ser, mas não se esqueçam nunca de que "o amor é brega". Já fiz Marisa se entregar sem medo numa interpretação exagerada como de "Eu Te Amo, Eu Te Amo, Eu Te Amo" e não perder a credibilidade por isso. O que eu acredito que acaba com fãs exigentes é o vácuo musical em seus longos hiatos sem lançar nada, o que naturalmente gera uma expectativa rígida de seus próximos passos. Eu mesmo queria muito que ela voltasse a lançar coisas assobiáveis e de qualidade do naipe de "Cor de Rosa Carvão", ou "Mais", mas saber trilhar com talento do erudito ao popular é uma arte. Arte de Marisa!

ARTE CARA!

Enquanto Zélia Duncan se lança como atriz paralelamente à sua carreira como cantora, Letícia Sabatella (na foto, ao lado do dançarino Wellington Lopes) resolve se lançar como cantora e autora musical - especificadamente de tangos! Para tal, a cantriz captou, ante o Ministério da Cultura, a quantia irrisória de 1,7 milhões para montar seu espetáculo. A morena, neste ano, já participou do show de Carlos Careqa, cantando, dentre outras surpresas no repertório, "Geni e o Zeppelin", de Chico Buarque. Veja o vídeo abaixo e diga se a moça tem talento ou não!






ANIVERSARIANTES DO MÊS

02/11 MORTE DE JOVELINA PÉROLA NEGRA - EM 1998
05/11 MARCELO D2
06/11 DUDU NOBRE
08/11 ANTONIO MARCOS
09/11 MORTE DE ALTEMAR DUTRA - EM 1983
12/11 JOÃO NOGUEIRA
12/11 PAULINHO DA VIOLA
12/11 SULA MIRANDA
14/11 ALMIR SATTER 
17/11 JANE DUBOC
21/11 ALCIONE
21/11 FÁBIO JR.
23/11 CARLINHOS BROWN
24/11 XIS
25/11 ZÉ RODRIX
28/11 BENITO DI PAULA 


TH - As rapidinhas que mais dão prazer!



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

AMIGO MUSICAL CONVIDADO # 38 - Eddy Fernandes!




Diria Walter de Azevedo: "é a vez do insuportável Eddy Fernandes!"

Será que ele é tão insuportável assim? :D

Existem pessoas na vida que simplesmente "seguimos". Em era de Twitter, fica melhor de entender a afirmação, porém no caso do Eddy, acompanhá-lo apenas pela rede social é muito pouco. Muito pouco pro tanto que o garoto é, pois é gente pra se fazer contato pra vida inteira!!. 

Eddy tem um talento único pra escrita (jovem com ares de profissional consagrado), também atua nas horas vagas (eu adoraria achar o vídeo em que desempenha seu lado ator, todo trabalhado na oficina "Sex Appeal" de interpretação pra postar aqui!), e é dono de um humor inteligentíssimo, aliado a um sarcasmo brilhante e ostenta quase sempre um semblante divertido, daqueles que estão prontos a toda hora pra despertar risos. Mas sua transparência lhe denuncia também nos momentos mais tristonhos, exatamente nos quais opta por ficar mais quieto e soltar frases filosóficas de efeito subjetivo. E as pessoas percebem. Percebem pois, como falei, o menino é transparente e essa é, pra mim, a principal característica que posso usar para defini-lo. Tem como não amar?

Pra fechar a introdução, o rapaz de Manaus-AM prova que tem sensibilidade acentuada também com o excelente relato musical abaixo.

E continuemos a segui-lo. Por todos os meios possíveis! ;)





É meio difícil ponderar o que te marca. Ainda mais em se tratando de música, um assunto tão subjetivo. Eu, particularmente, tive grande dificuldade em eleger uma única canção sobre que falar aqui no EnTHulho. Não que eu preencha os requisitos do óbvio, só me abastecendo dos hits pop do momento. Muito pelo contrário. Fui criado ao som de MPB. No meu mingau matinal, boas doses de Elis Regina eram dissolvidas; as minhas canções de ninar saíam da voz de Chico Buarque; e as estripulias da tarde eram embaladas por gente como Caetano e Nara Leão.
Devo essa erudição musical a meu pai, grande conhecedor da bossa nova, um verdadeiro gentleman com faro fino pra coisa boa. Partindo deste princípio, até poderia escolher uma dessas canções, mas sinto que nenhuma delas, embora importantíssimas pra mim, justificam a minha presença nesta seção. Afinal, um Amigo Musical deve falar sobre aquela música que lhe toque a alma, que lhe remeta imediatamente a alguma passagem de sua vida, a alguma pessoa, a algum momento. Portanto, elejo como minha canção favorita de todos os tempos: “Só pro meu Prazer”, na voz indefectível de Leoni.
Esta música, gravada originalmente nos anos 80 pelo grupo de rock Heróis da Resistência, tem uma pegada mais hard. Nada contra as canções agitadas, acho elas ótimas, mas devo ter uma balzaca solteirona habitando meu chakras, porque sempre me sinto inclinado a gostar das canções românticas. Em que pese que não escolhi essa música por se tratar de um melô lovesick, nem nunca tive nenhum dos meus parcos relacionamentos amorosos embalados pela voz de Leoni. Escolhi porque sempre recorro a ela, porque olho para trás e me vejo ouvindo-a em diversas situações. De alegria, de tristeza, de dúvida, de medo. Acho que uma música marcante deve ser assim. Deve estar permeando a sua vida, te fazendo refletir, chorar, rir. E há também um significado um tanto mais lúdico, que eu não sei se faz sentido, mas que tem a ver com a minha interpretação da letra. Olhem só:

Não fala nada
Deixa tudo assim por mim
Eu não me importo
Se nós não somos bem assim
É tudo real as minhas mentiras
Noite e dia se completam
O nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser

Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
Eu te recriei, só pro meu prazer
Só pro meu prazer
Não vem agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você, não é nada que eu penso
Também se não for
Não me faz mal
Não me faz mal não...


Esses trechos que eu sublinhei, dentro desse contexto lacrimejante, nos levam imediatamente a uma metáfora do relacionamento. Mas eu acho que tem mais a ver com a ilusão. E não só no campo amoroso. A vida é assim, um amontoado de ilusões. De idéias que a gente faz de determinada coisa, de expectativas que a gente põe em cima de algum projeto. E fala do humano, também. De como, no fundo, somos indefesos, pequenininhos. De quanto os sentimentos arranham a nossa lataria. De como estamos, permanentemente ligados à opinião alheia. De como queremos agradar, pertencer.
Mas, enfim. É o que eu penso. E aí? Vocês concordam?

                                                                                                             
                                              Eddy Fernandes, Manaus, AM


Precisa dizer mais ou postar algo? Só ouvir...e sentir! Obrigado pela participação, queridão!


domingo, 20 de novembro de 2011

TEMA DE NOVELA ESPECIAL: DOSSIÊ MILTON NASCIMENTO!

E nesse dia da Consciência Negra não poderia ter representante melhor da forte raça pra ilustrar uma das seções mais queridas do EnTHulho Musical: nosso artista do mês, com sua voz de pássaro, já emprestou seu talento como intérprete e autor de inúmeras canções às novelas brasileiras.
Sendo muito sincero e apontando uma opinião pessoal, eu acredito que sua obra deveria ser bem mais explorada na teledramaturgia, pois são muitos os clássicos que possui e que sublinhariam com efeito tantas histórias e emoções de personagens ricos como temos em nosso arsenal tupiniquim.

Como de praxe, o EnTHulho seleciona 10 momentos que merecem destaque e lista curiosidades. A relação é afetiva, não custa nada relembrar. ;)




1) IRMÃOS CORAGEM (Irmãos 
 Coragem, Globo, 1995)

Encomendada por Daniel Filho a Nonato Buzar, a letra de abertura da novela (marco de nossa teledramaturgia, pela maga Janete Clair) de 1970 ganhou interpretação de Jair Rodrigues. Mas, perdoem-me os fãs do sambista, a versão que Milton defendeu para o remake de 1995 ganhou muito mais força, um acerto em todos os sentidos, o que lhe dá merecidamente o primeiro lugar no ranking!
Lamentavelmente, a segunda versão da novela não é lembrada como merecia, porém a música permanece viva na voz de Milton até hoje! 


2) PEIXE VIVO (JK, Globo, 2006)

Mais uma música de abertura na voz de Milton, que deu uma sensibilidade única à trama de Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral, que narrava a trajetória de JK. Aliás, homenagens políticas é algo recorrente na carreira de Milton, e ele faz com coração, sem necessidade de auto-promoção ou oportunismo.

"Como pode um peixe vivo
Viver fora da água fria?
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua companhia?"


3) SENTINELA (O Amor é Nosso, Globo, 1981) 

Tema de Padre Leonardo (Stênio Garcia) e de Cíntia (Simone Carvalho), jovem dada como desaparecida na trama de Wilson Aguiar Filho, cuja culpa recai sobre o padre, que desenvolvia estudos sobre a problemática da vida humana. A canção (interpretada também pela grande Nana Caymmi) é uma das melhores da carreira de Milton (imersa num clima bem sacro!), a despeito da novela que não agradou tanto.

"Longe, longe, ouço essa voz
Que o tempo não vai levar"

4) CAIS (Água Viva, Globo, 1980)

A canção (parceria de Milton com Ronaldo Bastos) fechava a ótima trilha nacional de Água Viva (Gilberto Braga com colaboração de Manoel Carlos), como tema do protagonista Nelson (Reginaldo Faria). Não acompanhei o desenrolar da trama, mas consta na relação pelo meu profundo apreço à música, tão bem defendida por Elis Regina, dentre outros! Nana Caymmi, aliás, a interpretou lindamente a música em "Sinal de Alerta" e Caetano Veloso em "Cara e Coroa"

 "Para quem quer se soltar invento o cais
Invento mais que a solidão me dá..."


5) ÄNÏMÄ (Coração de Estudante, 2002, Globo) 


Milton chega à excelência, para mim, com esta música, que é facilmente relacionada à trama brejeira e mineira que foi Coração de Estudante (Emanoel Jacobina), que, como não poderia deixar de ter, detém uma relação de músicas impecável. Milton ainda aparece com a música "Angelus", ao lado de Leonardo Bretas e o título da novela dispensa apresentações - simplesmente o maior hit da carreira Milton, ainda que o mesmo não fizesse parte da trilha.

Alma, vai além de tudo
o que o nosso mundo ousa perceber
casa cheia de coragem, vida
tira a mancha que há no meu ser
te quero ver
te quero ser
alma


6) O CIO DA TERRA (Esperança, Globo, 2002; CANAVIAL DAS PAIXÕES, SBT, 2003)

Adoro as trilhas de "Esperança" (Benedito Ruy Barbosa), novela que não agradou como deveria, porém a sonoplastia é uma das melhores dos anos 2000, na minha humilde opinião. "O Cio da Terra" era executada esporadicamente, com participação de Chico Buarque. Em Canavial das Paixões, no SBT, um ano depois, a canção foi defendida por Pena Branca e Xavantinho, com participação do próprio Milton!
 Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão


7) ROUXINOL (Zazá, 1997, Globo)


A linda música foi tema de uma das protagonistas, Beatriz (Letícia Spiller), na trama de Lauro César Muniz que, com o perdão do trocadilho, não decolou como devia. Porém Milton estava lá, emprestando a suavidade necessária às cenas da heroína!

Rouxinol tomou conta
Do meu viver
Chegou quando procurei
Razão pra poder seguir



8) OLHA (Direito de Amar, 1987, Globo)

Uma música pouco conhecida de Milton Nascimento, que discorre sobre o lado obscuro de pessoas que estão ao nosso redor e muitas vezes nem percebemos. Não poderia ser menos indicada para o sombrio e possessivo St. Monserrat, criação inesquecível de Carlos Vereza para "Direito de Amar" (Walter Negrão).
Tu clamas por liberdade
Mas só aquela que te convém
Tu puxas a arma no escuro
E não suportas ninguém feliz

9) COISAS DA VIDA (Rainha da Sucata, 1990, Globo)

Uma deliciosa canção bem ao estilo "Milton" - letra verdadeira e suavidade na melodia, que pertenceu à também ótima trilha nacional de "Rainha da Sucata" (Sílvio de Abreu), apontada como tema do protagonista Edu (Tony Ramos). Fala de "coisas da vida" da maneira mais sincera que há. "Coisas de Milton"...

O amor enfim
Ficou senhor de mim
E eu fiquei assim
Calado, sem latim
Coisas da vida


10) FAZENDA (Pé na Jaca, 2006, Globo)

Finalizando a relação, tem o tema dos cinco amigos principais de "Pé na Jaca" (Carlos Lombardi) - e a música sugere mesmo esse saudosismo que os protagonistas amigos de infância volta e meia recorriam. Música e letra de Nelson Angelo, "Fazenda" está no disco "Geraes", lançado em 1976 pela gravadora Odeon.
 Água de beber
Bica no quintal
Sede de viver tudo
E o esquecer
Era tão normal que o tempo parava
E a meninada respirava o vento
Até vir a noite e os velhos falavam coisas dessa vida
Eu era criança, hoje é você, e no amanhã, nós!



CURIOSIDADES / MENÇÕES HONROSAS 


- A retumbante "Órfãos do Paraíso" foi um dos elementos discordantes entre Jayme Monjardim e Glória Perez, respectivamente diretor e autora de "América" (2005). Além de outras visões conflitantes, a música de Milton Nascimento - a primeira a ser utilizada na abertura da trama, foi o grande ponto crucial de desentendimento. Jayme queria um ar mais sério, enquanto Glória queria a leveza e charme da versão que Ivete Sangalo emprestou ao clássico "Soy Loco Por Ti America". Resultado: sai o diretor e, a partir do capítulo 46, Ivetão substitui Milton na abertura! 

-  Já a clássica "O Que Será Que Será", famosa parceria de Milton e Chico Buarque, esteve presente em duas trilhas: na atual de "Amor e Revolução", de Tiago Santiago, no SBT (trilha, aliás, rebuscada ao extremo, para soar "intelectual") e em Vidas Opostas, em 2006, na Record (de Marcílio Morais);

- Milton ganhou destaque na Globo com regravações em três novelas das sete consecutivas: Andando nas Nuvens (1999, com "Resposta", do Skank), Vila Madalena (1999, com "Certas Coisas" do Lulu Santos) e "Killing Me Softly", da Roberta Flack, em Uga Uga (2000). Prato cheio para quem admira os dotes do artista como intérprete, numa fase em que estava priorizando essa faceta artística. 

- Impecável para temas rurais, muitos destaques "da terra" ficam por conta de Milton Nascimento, dentre eles "A Noite do Meu Bem" (Amazônia - de Galvez a Chico Mendes, 2007), A Lua Girou (tema folclórico - Como Uma Onda, 2004), Eldorado - com Sagrado Coração de Jesus (tema de Amazônia, novela da Manchete de 1991), Dinamarca (com Gilberto Gil - Porto dos Milagres, 2001) e também cantou o tema de Iara mãe d' água, para a versão 2001 do Sítio do Pica Pau Amarelo!

- A parceria de Milton Nascimento com o Jobim Trio lhe rendeu temas em Ciranda de Pedra (2008), e Viver a Vida (2009), respectivamente as versões de "Brigas Nunca Mais" e "Caminhos Cruzados".

- Ele também já participou como convidado especial do Sai de Baixo, no episódio "Cadê o Peru", exibido em Dezembro de 1996!


NÃO VÁ SE PERDER POR AÍ! 


1979 OUTUBRO (OS GIGANTES) E 1981 (OBRIGADO DOUTOR)
1982 TEIA DE RENDA (SABOR DE MEL, BAND)
1984 MENINO (EU PROMETO)
1987 MEU MESTRE CORAÇÃO (MANDALA)
1994 BEIJO PARTIDO (A VIAGEM)
1994 BEATRIZ (PÁTRIA MINHA)
1995 IRMÃOS CORAGEM E BENKE (COM LEONARDO BRETAS)(IRMÃOS CORAGEM 95)
1995 EU SEI QUE VOU TE AMAR (EXPLODE CORAÇÃO)
1998 TOADA (COM BOCA LIVRE) (SERRAS AZUIS, BAND)
1998 AQUELES OLHOS VERDES (MULHER)
1999 NAMORADOS DA LUA (CHIQUINHA GONZAGA)
 2002 ANGELUS (COM LEONARDO BRETAS) E ANIMA (CORAÇÃO DE ESTUDANTE)
2003 TRISTESSE (COM MARIA RITA) (A CASA DAS SETE MULHERES)
2003 VOA BICHO (CHOCOLATE COM PIMENTA) 
2003 MORRO VELHO (COM FAGNER) (CANAVIAL DE PAIXÕES, SBT)
2004 A LUA GIROU - TEMA FOLCLÓRICO (COMO UMA ONDA)
2004 QUEM SABE ISSO QUER DIZER AMOR (METAMORPHOSIS, RECORD) E 2005 (ALMA GÊMEA)
2007 SAMBA DO AVIÃO (PARAÍSO TROPICAL)
2007 RAÇA (COM FAFÁ DE BELÉM) (CAMINHOS DO CORAÇÃO / OS MUTANTES, RECORD)
2008 CANÇÃO DA AMÉRICA (COM BOCA LIVRE) (QUERIDOS AMIGOS) 
2011 DONA CILA (A VIDA DA GENTE)


PARA REVER... O Vídeo show fez uma bela homenagem às músicas de Milton nas novelas. Vale muitíssimo a pena rever.




IRMÃOS CORAGEM
Nonato Buzar. Milton Nascimento

Manhã despontando lá fora
Manhã, já é sol, já é hora
E os campos se abrindo em flor
E é preciso coragem
Que a vida é viagem
Destino do amor
Abre o peito, coragem, irmão!
Faz do amor sua imagem, irmão
Quem à vida se entrega
A sorte não nega seu braço, seu chão
O rumo, a raça, a roda, o rodeio
O rio, a relva, o risco, a razão
Mas quem à vida se entrega
A sorte não nega seu braço, seu chão
Irmão, é preciso coragem...
Irmão, é preciso coragem...
TH - Pra todos nós!


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